Blatter e Platini são absolvidos na Suíça em caso de pagamento ilícito
Os ex-presidentes da FIFA e da UEFA, o suíço Joseph Blatter e o francês Michel Platini, foram definitivamente absolvidos das acusações de pagamento ilícito ao ex-jogador francês após o Ministério Público da Suíça decidir não recorrer da decisão.
“O Ministério Público da Confederação renuncia a apresentar recurso”, informou o órgão em comunicado, confirmando a decisão já tomada em primeira e segunda instância.
Em 25 de março, Blatter e Platini haviam sido novamente absolvidos no processo que investigava o pagamento de dois milhões de francos suíços (cerca de R$ 10 milhões) da FIFA a Platini em 2011, referente a serviços prestados entre 1998 e 2002.
O Ministério Público chegou a pedir, em março, penas de um ano e oito meses de prisão para ambos, em regime suspenso, alegando fraude, corrupção, falsificação, apropriação indevida e má gestão. Porém, tanto em 2022 quanto agora, os tribunais não encontraram provas suficientes para condená-los.
Segundo a acusação, o valor pago pela FIFA a Platini teria sido irregular. Já os dois ex-dirigentes defenderam que a quantia foi fruto de um “acordo de cavalheiros”, firmado sem testemunhas, e que o atraso no pagamento ocorreu porque, à época, a entidade não tinha condições financeiras de quitá-lo de imediato.