Paes se movimenta para disputar o governo do Rio 2026
Prefeito Eduardo Paes prepara renúncia em março para concorrer ao governo do Rio, faz transição com o vice e costura apoios enquanto monitora investigações no estado.
Na esteira das movimentações políticas no Rio de Janeiro, Eduardo Paes tem combinado discurso público de continuidade com ações discretas de campanha. A estratégia mira a sucessão municipal e a corrida pelo Palácio Guanabara, em um quadro volátil.
O plano é deixar a prefeitura em março para disputar o Governo do Rio, em meio à expectativa de eleição indireta pela provável renúncia de Cláudio Castro para concorrer ao Senado. A segurança pública aparece como tema central da futura campanha.
Para garantir estabilidade, Paes tem transferido rotina administrativa ao vice Eduardo Cavaliere e intensificado articulações com partidos do interior. Essas movimentações foram relatadas em reportagem da FolhaPress.
Transição municipal e o ato falho
No processo de transição, Cavaliere vem participando dos anúncios mais relevantes, como o Plano Estratégico 2025–2028. Em evento público, Paes cometeu um ato falho ao antecipar que o vice será o prefeito mais jovem da história, gerando repercussão.
Alianças e estratégia eleitoral
Paes negocia com MDB e PP para ampliar capilaridade no interior e na Baixada Fluminense, eleitorado que busca atrair. A meta é reduzir a dependência do apoio ao PT e ao presidente Lula, mantendo distância de rótulos nacionais.
Incertezas no cenário estadual
As investigações da Polícia Federal e o afastamento do deputado Rodrigo Bacellar agravaram a instabilidade política. Paes acompanha a disputa pelo cargo de substituto de Castro, sem sinalizar indicação direta, e vê Nicola Miccione como opção técnica.


