Defesa recorre e pede que voto de Fux anule condenação
Advogados pedem que STF leve condenação ao plenário com 11 ministros, citam voto de Luiz Fux e alegam que discursos seriam liberdade de expressão.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou novo recurso no Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira (12), solicitando que o voto do ministro Luiz Fux, que votou pela absolvição, prevaleça e anule a condenação.
Os advogados também requerem que o caso seja levado ao plenário completo com os 11 ministros, atualmente com cadeira vaga, e insistem que críticas a outros Poderes não podem ser tratadas como crime, mas como expressão.
No documento de 73 páginas, a defesa afirma existir erro judiciário ao antecipar o trânsito em julgado, questiona o nexo com os ataques de 8 de janeiro e reafirma a tese de atos preparatórios impuníveis, conforme divulgado pela FolhaPress.
Pedidos e argumentos da defesa
Os advogados sustentam que discursos contra membros de outros Poderes não têm tipicidade penal, citam o art. 359-T do Código Penal e criticam a tentativa de criminalizar a disseminação de informações consideradas falsas.
Voto de Fux e tramitação no STF
Luiz Fux foi o único a votar pela absolvição na análise do mérito e, a seu pedido, saiu da Primeira Turma, não participando da fase de recursos. A defesa quer que seu posicionamento prevaleça no plenário.
Condenação, prazo e demais recursos
O relator Alexandre de Moraes declarou o trânsito em julgado em 25 de novembro e oficializou a pena de 27 anos e 3 meses. Os advogados apresentaram embargos infringentes, já rejeitados por Moraes, e pedem reconsideração.


