Alcolumbre alterna atritos e aliança com Lula no Senado

Publicado em: 01/01/2026 19:33

Após voltar ao comando do Senado, Alcolumbre oscilou entre apoiar o governo Lula e provocar atritos por indicações ao STF e cargos em agências reguladoras.

Davi Alcolumbre retomou a presidência do Senado em 2025 e passou a alternar posições, ora como principal aliado do Planalto no Congresso, ora como fonte de tensão em votações e negociações políticas.

O distanciamento ganhou força após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso e a escolha presidencial para a vaga no STF, além de disputas por diretorias de agências reguladoras e medidas com custo fiscal.

Há sinais de reaproximação nas últimas semanas, com conversas entre Lula e senadores próximos a Alcolumbre, mas aliados afirmam que a relação ainda não retornou ao nível do início de 2025. Conforme divulgado pela FolhaPress.

Indicação ao STF e o rompimento

A saída de Barroso e a preferência do Senado por Rodrigo Pacheco criaram expectativa, mas Lula indicou Jorge Messias, o que estremeceu a relação com Alcolumbre. A indicação ainda depende de aprovação do plenário.

Pautas fiscais e disputas por cargos

Alcolumbre reagiu a críticas do governo e levou a voto propostas como a aposentadoria especial de agentes de saúde, considerada de alto custo. O presidente do Senado citou programas e aumento de despesas em defesa de suas decisões.

Movimentos por reaproximação

Lula buscou interlocução com senadores próximos a Alcolumbre, como Weverton Rocha, Otto Alencar e Renan Calheiros, e contou com a atuação de aliados locais para costurar a retomada do diálogo, ainda frágil, para fevereiro.

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