Aluguel de curta duração cresce e pressiona hotéis

Publicado em: 30/11/2025 12:34

No Rio, aluguel de curta duração impulsiona negócios e cria administradoras, enquanto hotéis cobram regras para evitar conflitos e desigualdade tributária.

Omar Farhat começou em 2013 oferecendo um colchão improvisado para ajudar a mãe a pagar uma dívida. Hoje dirige a Omar do Rio, que administra cerca de 380 imóveis e tem 150 funcionários.

A empresa prepara acomodações, define preços e distribui anúncios em plataformas como Airbnb e Booking. Também cuida de limpeza, manutenção e montou lavanderia própria para atender a demanda.

O avanço do aluguel de curta duração atraiu empreendedores e gerou negócios locais, mas provocou reação da hotelaria, que pede normas e aponta desigualdade tributária; o tema está em debate na Câmara, conforme reportagem da Folha.

Negócios e modelos de gestão

Empreendedores aproveitaram plataformas para transformar renda informal em empresas formais. Administradoras como a Rio Host fazem precificação, anúncios, atendimento a hóspedes e gestão financeira em nome dos proprietários.

Oferta e pressão sobre preços

O Secovi Rio apontou cerca de 25 mil imóveis para temporada em março de 2025, alta de 18,1% em 12 meses. O setor cresce em torno de 20% ao ano, e analistas observam efeitos sobre o mercado residencial e de aluguéis.

Regulamentação e disputa com hotéis

O sindicato HotéisRIO defende regulação para igualdade tributária e prevenção de conflitos em condomínios. A plataforma Airbnb responde que proibir a atividade violaria direito de propriedade e cita estudo da FGV sobre impactos econômicos.

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