Aluguel de curta duração leva negócios e desafia hotéis

Publicado em: 30/11/2025 09:03

O avanço do aluguel de curta duração no Rio impulsiona empresas que administram imóveis e gera debate político sobre regulação e impactos na hotelaria

Empreendedores cariocas aproveitaram a popularização de plataformas como o Airbnb para montar operações profissionais. Aluguel de curta duração virou fonte de renda e negócio formal para administradoras locais.

A administradora Omar do Rio exemplifica a transformação: começou com um quarto improvisado em 2013 e hoje gerencia cerca de 380 imóveis, com 150 funcionários e serviços de limpeza e manutenção.

O crescimento do aluguel de curta duração impulsiona economia local, porém provoca tensão com a hotelaria e motivou debates na Câmara Municipal sobre eventual regulamentação, conforme divulgado pela FOLHAPRESS.

Expansão e modelo de negócio

Empresas especializadas captam chaves, preparam unidades, definem preços e distribuem anúncios em plataformas como Airbnb e Booking. Muitas criaram serviços próprios, como lavanderia e suporte ao hóspede.

Dados do mercado e impacto

O Secovi Rio contabilizou 25 mil imóveis para temporada em março de 2025, avanço de 18,1% ante abril do ano anterior. O Ivar da FGV Ibre registrou inflação de 8,45% nos aluguéis residenciais do município até outubro.

Conflito com hotéis e argumentos por regras

O sindicato HotéisRIO afirma que há tributação desigual e riscos em condomínios sem regras claras, e pede regulação para evitar conflitos entre moradores, proprietários e hóspedes.

Defesa das plataformas e balanço econômico

O Airbnb afirma que a locação de temporada já está coberta pela Lei do Inquilinato e alerta que proibições violariam o direito de propriedade. A empresa cita estudo da FGV que aponta R$ 2,9 bilhões em renda adicional gerada no Rio.

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