BC decreta liquidação da Reag investigada no Master
Decisão do Banco Central determina liquidação da Reag após identificar graves irregularidades; medida ocorre após nova fase da operação da Polícia Federal ligada ao Master.
O Banco Central decretou a liquidação da Reag nesta quinta-feira, citando “graves violações às normas” que regem o sistema financeiro. A medida atinge a gestora envolvida nas apurações do caso Master.
A decisão foi tomada um dia depois de a Polícia Federal deflagrar a segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga fundos usados para inflar ativos e o patrimônio do Banco Master, segundo autoridades.
O presidente do BC nomeou a APS Serviços Especializados como liquidante, com Antonio Pereira de Souza como responsável técnico. A Reag consta hoje como CBSF Distribuidora, no segmento S4, conforme divulgado pela FOLHAPRESS.
Motivos e fundamentos da liquidação
O Banco Central justificou a liquidação da Reag pela constatação de irregularidades e descumprimento de normas prudenciais. O BC afirmou que as apurações podem levar a sanções administrativas e comunicações às autoridades competentes.
Operação da PF e principais alvos
A segunda fase da operação Compliance Zero mirou endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, parentes e empresários, incluindo Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-dono da Reag, investigados na apuração.
Impacto no mercado e próximos passos
A entidade está classificada no segmento S4, representando menos de 0,001% do ativo total ajustado do sistema financeiro, o que limita o risco sistêmico. Mesmo assim, a liquidação da Reag pode gerar desdobramentos legais.
Com a APS atuando como liquidante, será feita a administração dos ativos e passivos enquanto a Polícia Federal e o Banco Central prosseguem com investigações para responsabilizar os envolvidos, nos termos da lei.


