Carne: Brasil propõe assumir cotas não cumpridas em 2026
Carne: ministro Fávaro diz que Brasil vai negociar com a China possibilidade de assumir cotas de países que não cumprirem volumes, ao longo de 2026.
O governo brasileiro informou que vai propor à China a opção de transferir cotas de importação de carne caso outros países não alcancem seus volumes. A ideia é discutir a alternativa ao longo de 2026.
As medidas chinesas definem cotas por país e aplicam uma tarifa adicional de 55% sobre excedentes, válidas de 2026 a 2028. O ministro Carlos Fávaro afirmou que as negociações serão bilaterais e graduais.
O Brasil teria uma cota de 1,106 milhão de toneladas em 2026, subindo para 1,128 milhão em 2027 e 1,154 milhão em 2028, enquanto em 2025 já exportou cerca de 1,499 milhão de toneladas à China, segundo dados citados pelo governo, conforme divulgado pela Reuters.
Como funcionam as cotas e a tarifa
A China estabeleceu cotas nacionais com base na participação de mercado histórica e cobra 55% sobre o volume que exceder cada cota. A medida visa proteger pecuaristas locais e será aplicada até 31 de dezembro de 2028.
Negociação bilateral e proposta brasileira
O Brasil pretende negociar que, se um país não cumprir sua cota, o Brasil possa assumir esse espaço. Segundo Fávaro, o diálogo será contínuo e a proposta busca manter a estabilidade do comércio bilateral.
Impacto para exportadores e alternativas
O ministério avalia que a medida não terá impacto imediato relevante para produtores brasileiros. Parte do excedente pode ser redirecionado a outros mercados, e o governo cita abertura de novos destinos nos últimos anos.


