Diagnóstico precoce da esclerose múltipla é essencial
Especialistas alertam que tratamento imediato reduz surtos e preserva qualidade de vida
A esclerose múltipla, doença autoimune que atinge o sistema nervoso central, já afeta cerca de 40 mil brasileiros, sendo aproximadamente 1.200 apenas no Distrito Federal. Embora não tenha cura, médicos ressaltam que o diagnóstico precoce é decisivo para controlar a evolução da enfermidade e garantir melhor qualidade de vida aos pacientes.
Segundo a neurologista da rede pública Stephanie Almeida, a identificação rápida da doença reduz inflamações, prolonga o intervalo entre surtos e permite que os pacientes mantenham suas atividades com maior autonomia. “Com o acompanhamento adequado, conseguimos controlar a progressão e preservar as funções neurológicas”, explicou.
Os primeiros sinais costumam surgir entre os 20 e 40 anos e envolvem sintomas como visão turva, formigamento, fraqueza muscular e dificuldades de memória. No Distrito Federal, 70% dos diagnosticados fazem tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece medicamentos e acompanhamento especializado.
Além do aspecto clínico, especialistas reforçam a importância da conscientização social para combater o preconceito e garantir políticas públicas que assegurem atendimento humanizado e equipes multidisciplinares. A luta pela ampliação dos serviços de referência é vista como passo essencial para que pacientes tenham mais qualidade de vida e dignidade.