Fósseis de 770 mil anos podem revelar ancestral comum

Publicado em: 10/01/2026 20:05

Estudo na Nature descreve fósseis de 770 mil anos do Marrocos com traços mistos, possíveis antecessores comuns de H. sapiens, neandertais e denisovanos.

Pesquisadores anunciaram a descoberta de fósseis de 770 mil anos em uma caverna perto de Casablanca, no Marrocos. Os materiais apresentam uma combinação de traços primitivos e características mais modernas do gênero Homo.

Os restos incluem três mandíbulas, dentes isolados, vértebras e um fragmento de fêmur com marcas de roedura possivelmente de hiena. As escavações sistemáticas começaram nos anos 1990 e reuniram fauna e ferramentas de pedra.

Uma datação baseada em reversões do campo magnético terrestre aponta para cerca de 770 mil anos, idade que se aproxima das estimativas genéticas para a separação de linhagens humanas. O trabalho foi publicado na revista Nature, conforme divulgado pela Folha de S.Paulo.

Localização e contexto da descoberta

Os fósseis vieram da chamada Grotte à Hominidés, caverna formada por ação marinha e depois preenchida por sedimentos marinhos e continentais. A posição geográfica, próxima ao Estreito de Gibraltar, reforça conexões entre África e Europa.

Datação e relevância evolutiva

A idade atribuída aos achados coincide com o início do Pleistoceno Médio. Se confirmada, a marca de 770 mil anos cai perto das estimativas moleculares da divergência entre as linhagens que originaram humanos modernos e os grupos eurasiáticos.

O que dizem os cientistas

A equipe chefiada por Jean-Jacques Hublin entende que esses fósseis podem representar populações africanas próximas à raiz da ancestralidade compartilhada. Outros especialistas pedem cautela e preferem ver as peças como linhagens aparentadas.

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