Hospital de Base utiliza tecnologia para tratar cálculos renais

Publicado em: 26/08/2025 12:35

Equipamento de ondas de choque já beneficiou mais de 600 pacientes no DF, evitando internações e reduzindo riscos cirúrgicos

O drama vivido pelo autônomo Edglei Gusmão Pereira, de 62 anos, morador do Gama, ilustra a importância dos avanços tecnológicos no sistema público de saúde. Após sentir fortes dores nos rins em maio, ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital de Base, onde recebeu o diagnóstico de múltiplos cálculos renais. O tratamento, que antes dependeria de cirurgia, foi realizado por meio da litotripsia extracorpórea por ondas de choque (Leco), equipamento capaz de fragmentar as pedras de forma não invasiva.

Adquirido com recursos de emenda parlamentar no fim do ano passado, o aparelho já mudou a vida de mais de 600 pessoas. De acordo com o chefe do Serviço de Urologia do hospital, Bruno Pinheiro Silva, o procedimento é seguro, rápido e com baixo risco de complicações. “As ondas atravessam a pele e atingem a pedra no rim, que depois é eliminada naturalmente pela urina”, explicou.

O tratamento é feito em ambulatório, sob sedação, e leva cerca de 40 minutos. São realizados em média 150 procedimentos por mês, além de atendimentos emergenciais. Dependendo do caso, pode ser necessário repetir a sessão após 20 a 30 dias. O enfermeiro Maurício Teixeira lembra que o Leco é indicado para cálculos de até 2 centímetros e também para pacientes que não podem passar por cirurgia.

Após três sessões, Edglei relata alívio e esperança: “Senti que ia morrer quando tive a primeira crise. Hoje só agradeço à equipe pelo atendimento. Quero logo retomar minha vida e voltar a trabalhar”

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