Lewandowski deixa ministério após desgastes políticos
Lewandowski deixa Ministério da Justiça após quase dois anos; perde impulso político e deixa a PEC da Segurança e o PL Antifacção pendentes no Congresso.
Ricardo Lewandowski entregou carta de demissão ao presidente Lula e deixa o Ministério da Justiça nesta sexta (9), após quase dois anos no cargo. Sua saída encerra uma gestão marcada por avanços pontuais e desgastes.
Na carta, o ministro citou limitações políticas, conjunturais e orçamentárias enfrentadas. Ex-ministro do STF, Lewandowski foi visto como ponte com o Judiciário, papel que manteve em episódios de alta sensibilidade entre os Poderes.
Projetos centrais, como a PEC da Segurança e o PL Antifacção, continuam em tramitação na Câmara sem data definida, enquanto casos como a fuga em Mossoró e operação no Rio geraram críticas intensas, conforme divulgado pela FOLHAPRESS.
Desgastes e episódios-chave
A gestão de Lewandowski foi atravessada por episódios que ampliaram a pressão pública, como a fuga de presos em Mossoró em 2023 e a operação no Rio em 2025 com 122 mortos, temas que reacenderam debates sobre coordenação federal.
Projetos pendentes no Congresso
O governo apostava na aprovação da PEC da Segurança e do PL Antifacção em 2025 para responder a críticas, mas ambos seguem sem calendário. Parlamentares e secretários reclamaram de pouco diálogo na formulação dos textos.
Avanços e iniciativas do ministério
Entre os pontos positivos, o ministério criou o Núcleo de Combate ao Crime Organizado, que apoiou a Operação Carbono Oculto contra infiltração do PCC, além de protocolos de uso da força, programa de câmeras corporais e ampliação do Celular Seguro.
Pressões orçamentárias e legados ambíguos
Projetos ficaram limitados por verba, como o programa de recompra de armas e a parte de recompensas do projeto Captura. Houve, porém, melhoria no controle do Fundo Nacional de Segurança Pública, com mais previsibilidade financeira aos estados.


