- PUBLICIDADE -
sábado, 23 janeiro, 2021 - 01:19 AM
- PUBLICIDADE -

Ao classificar cenário político, Bolsonaro diz estar no meio de ‘vendaval’

O presidente também ressaltou sua ideia de que o Brasil precisa de um líder capaz de navegar um ‘navio’ em meio ao turbilhão que seria a política brasileira

Por Cláudio Ulhoa

Os últimos acontecimentos políticos e econômicos levaram o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a expressar um possível descontentamento com o contexto político atual. O presidente classificou o momento, em conferência dada em Miami (EUA), onde estava em viagem oficial, como “vendaval”. “Confesso que apesar da boa vontade, das boas intenções, dos bons propósitos, não é fácil. Não está sendo fácil. Jamais passou pela minha cabeça abandonar, desistir. Mas de vez em quando me pergunto ‘o que estou fazendo no meio desse vendaval?’”, disse o presidente.

Em seguida, comparou a política brasileira a um navio que precisaria ser conduzido em meio a tempestades. “Alguém tinha que estar na frente deste navio e nada como um capitão. Por coincidência, um capitão do Exército está à frente do destino do Brasil.” 

Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, governo vai combater crise internacional com ‘reformas’

A queda nos preços do barril de petróleo (cotado abaixo de US$ 40) e com a alta do dólar nos últimos dias tem feito o governo rever suas expectativas para o ano. Ontem à noite, o ministro da Economia, Paulo Guedes, enviou um ofício aos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbe (DEM-AP), solicitando a aprovação de propostas econômicas específicas em razão do cenário de crise econômica mundial. “O esforço para a aprovação, neste semestre, das matérias listadas tem a capacidade de proteger o Brasil da crise externa”, diz o ofício.

O ministro pede o apoio do Legislativo na aprovação de 14 projetos de lei, três propostas de emenda à Constituição (PEC) e duas medidas provisórias (MP) em tramitação no Congresso.

Na prática

Assim que as bolsas de valores começaram a despencar na segunda-feira (9), o governo veio a público e tranquilizou a sociedade ao dizer que o Brasil estava protegido de uma possível estagnação econômica nível mundial. Na ocasião, o próprio Paulo Guedes disse que iria transformar a crise em “reformas”. As reformas que ele menciona são a administrativa e a tributária. As duas ainda não foram enviadas ao Congresso, mas Guedes garantiu o envio nos próximos meses.

 Até apreciação das reformas, o governo precisa agir. E é o que tem feito. Além do ofício enviado ao Legislativo, o governo deve contingenciar (bloquear) parte do Orçamento deste ano. O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, em seminário no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), explicou que dados internos do governo levam ao contingenciamento, uma vez que a arrecadação este ano deve ser baixa.

O governo espera que o PIB deste ano seja acima de 2%. As medidas adotadas ainda no governo de Michel Temer, como o teto de gasto, devem permanecer, já que é preciso este ano tentar fazer superávit primário de R$ 124,1 bilhões.

“Acompanhamos movimentos de países por estímulos fiscais, não descartamos análises e estudos, mas nossa diretriz hoje é nos mantermos na defesa das medidas estruturais que propusemos. Nosso espaço fiscal é limitado. Estamos no sétimo ano de déficit primário”, disse Rodrigues.

Últimas

Ontem, a economia deu sinal de melhora. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,646, com recuo de R$ 0,08 (-1,69%), e o barril do petróleo teve uma leve alta, como ocorreu com o barril do tipo Brent, que caiu cerca de 26% ontem, valorizaram-se 9,84% hoje, para US$ 37,84. A Ibovespa fechou o dia com alta de 7,14%, aos 92.214 pontos, maior alta para um único dia desde janeiro de 2009, segundo analistas.

Fonte: Blog do Ulhoa

Nos siga no Google Notícias
- PUBLICIDADE -

Últimas Notícias

62.064 empresas foram registradas no DF em 2020

 Os dados são do GDF e foram computados por meio da Junta Comercial, Industrial e Serviços; maioria das empresas...
- PUBLICIDADE -

Continue Lendo