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quarta-feira, 27 janeiro, 2021 - 03:56 AM
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Regularizar e manter abastecimento de insumos é prioridade na Saúde

No primeiro mês à frente do Distrito Federal, o novo governo decidiu dar um choque de gestão em várias áreas prioritárias, como o de abastecimento de insumos essenciais à rede pública de saúde, a exemplo de medicamentos e materiais médico-hospitalares. O objetivo é manter os estoques sempre cheios e fazer com que a logística por traz disso funcione da forma mais otimizada possível, evitando desperdício de medicamentos e de recursos e, assim, atender melhor à população.

Prova dessa força-tarefa para abastecer a rede foi a publicação de diversos pregões neste mês. Entre os itens estão órteses, próteses e materiais especiais; seringas; compressas de gaze; curativos e medicamentos. Atualmente, a rede tem 76% de abastecimento de medicamentos e 68% de materiais.

Nos primeiros 30 dias de governo, o estoque da Farmácia Central da Secretaria de Saúde foi reabastecido com 2,5 milhões de fitas glicêmicas. O quantitativo é suficiente para suprir a demanda da rede de saúde pelo período de 12 meses. A compra também incluiu a aquisição de glicosímetro, aparelho usado para medir a concentração de glicose no sangue.

Fotos: Mariana Raphael/Saúde-DF

As aquisições integram o SOS DF Saúde, força-tarefa lançada pelo Governo do Distrito Federal para reverter a situação caótica encontrada nos hospitais, unidades de pronto atendimento (UPA), unidades básicas de saúde (UBS) e demais estruturas da rede pública.

ORGANIZAR PARA EVITAR COMPRAS EMERGENCIAIS – Essas ações iniciais foram possíveis depois de uma análise criteriosa de como estava a logística na Secretaria de Saúde, para detectar o que poderia ser melhorado. Foi feita uma avaliação das medidas adotadas pela gestão anterior e dos processos em andamento para melhor abastecer a rede.

Segundo o subsecretário de Logística da Saúde, Alexandre Lage, tem sido feito um levantamento dos processos de aquisição regular que apresentam maiores impasses para serem concluídos, bem como dos itens que necessitam de aquisição emergencial para ter seus processos de compra emitidos até a primeira semana de fevereiro.

“O objetivo de todo esse esforço é sanar muitos problemas internos que existem hoje, para dar um melhor controle do abastecimento de insumos da saúde e um melhor acesso a eles por parte da população. Atualmente, há muitos pregões que não dão em nada e geram compras emergenciais. A determinação é que isso ocorra só em último caso”, pontua o gestor.

COMPRAR SÓ O QUE SERÁ UTILIZADO – Um exemplo é a questão da compra de órteses e próteses. Segundo o subsecretário, a ideia é acabar com os problemas de vencimento desses insumos, que ficam estocados por anos sem serem, de fato, utilizados. Com uma reestruturação, a expectativa é que a compra se torne mais racional e com menores riscos de prejuízos aos cofre públicos.

Fotos: Mariana Raphael/Saúde-DF

“Será criada uma nova modalidade de aquisição, via consignação, ou seja, deixamos de apenas comprar, para comprar o que realmente for usar, utilizar o produto e aplicar de imediato. Consignação é o modelo mais prático e econômico para gerenciar a questão dos vencimentos das órteses e próteses”, ressalta subsecretário de Logística.

ACABAR COM A “INDÚSTRIA” DA JUDICIALIZAÇÃO – Além disso, nesses 30 dias, muitos processos judiciais precisaram ser analisados e resolvidos pela Subsecretaria de Logística, sobre assuntos parados desde o ano passado. A mata é evitar o que hoje parece ser uma “indústria” de processos judicias que só acarreta prejuízo aos cofres públicos.

“Só de processos pendentes encontramos 352, de vários locais, como Ministério Público e órgãos de controle. Hoje, faltam apenas 143 desse passivo, devido a uma força-tarefa que fizemos para colocar tudo isso em dia”, conta o subsecretário de logística.

LOGÍSTICA MODERNIZADA – Será implantado da Secretaria de Saúde do DF um moderno sistema de logística de medicamentos e materiais médico-hospitalares para a toda rede. A ideia é melhorar o abastecimento, com maior controle de estoque e distribuição, com garantia de que as unidades recebam os insumos mais adequados, na quantidade e no tempo certo.

“Esse projeto é fundamental para termos o total controle da compra de e distribuição de medicamentos. É esperado que ele traga um ganho mínimo de 20% a 30% nas operações, pois com ele o medicamento pode chegar mais rápido e com mais qualidade. E não estamos inventando a roda aqui. Isso é algo que tanto o governo federal como municípios já fazem”, explicou o subsecretário.

Leandro Cipriano, da Agência Saúde

 

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