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Tarcísio veta cardápio impresso obrigatório em São Paulo

Veto de Tarcísio rejeita exigir cardápio impresso em SP; governo cita legislação existente e dúvidas sobre custos para bares, restaurantes e casas noturnas.

O governador Tarcísio de Freitas vetou nesta sexta-feira o projeto aprovado que obrigaria bares, restaurantes e casas noturnas a oferecerem cardápio impresso aos clientes em São Paulo.

No veto, publicado no Diário Oficial, o governo afirma que o direito de informação do consumidor já está protegido pela legislação federal e estadual, e que a nova exigência seria redundante.

Tarcísio também ressaltou que a impressão de cardápios pode gerar custos variáveis conforme o porte, material e quantidade exigida, sem comprovação de viabilidade para todos os estabelecimentos, conforme divulgado pela Agência Brasil.

O projeto e seus autores

A proposta foi aprovada pela Assembleia Legislativa em dezembro e teve autoria de Marina Helou (Rede) e Guilherme Cortez (PSOL). Prevía penalidades para quem não disponibilizasse o cardápio impresso.

Argumentos do veto

O governo alegou falta de demonstração sobre os impactos financeiros da medida e entendeu que normas de proteção ao consumidor já asseguram informações sobre produtos e serviços, tornando a imposição estadual desnecessária.

Consequências para consumidores e estabelecimentos

Os deputados defendiam que o uso exclusivo de QR Code exclui pessoas sem aparelhos conectados ou com dificuldade de manuseio, justificativa central para exigir o cardápio impresso.

Com o veto, restaurantes podem manter menus digitais; a oferta de cardápio impresso ficará a critério do estabelecimento, e penalidades previstas no projeto deixam de valer enquanto o veto estiver vigente.

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