Trump ameaça acionar Lei da Insurreição em Minneapolis
Presidente afirmou que pode mobilizar Forças Armadas sob a Lei da Insurreição se protestos anti-ICE em Minnesota continuarem após novo tiroteio
Horas depois de um agente federal atirar em um imigrante venezuelano em Minneapolis, o presidente Donald Trump publicou que poderá invocar a Lei da Insurreição para restaurar a ordem caso os protestos prossigam.
Na postagem em Truth Social, Trump afirmou que, se os “políticos corruptos” de Minnesota não reprimirem “agitadores e insurrecionistas”, ele usará a legislação para proteger agentes do ICE e outras forças federais.
A medida, de 1807, autoriza o emprego de tropas no território americano diante de distúrbios que excedam a capacidade civil, e foi lembrada à luz de recentes confrontos e da morte de uma cidadã em operação do ICE, conforme divulgado pela FOLHAPRESS.
O caso que inflamou as ruas
Na quarta-feira, um agente federal atirou em um homem identificado pelo DHS como imigrante venezuelano; ele levou um ferimento na perna e foi hospitalizado. A pasta afirma que houve resistência e ataque ao agente durante a abordagem.
O episódio se soma à morte recente de Renée Nicole Good, que despertou protestos massivos contra a presença federal. Autoridades locais questionam versões e pedem investigação independente.
O que prevê a Lei da Insurreição
A Lei da Insurreição permite que o presidente convoque tropas para conter rebeliões internas quando autoridades civis não conseguem manter a ordem. Já foi usada na Guerra Civil e nos anos 1960.
A última invocação registrada remonta aos distúrbios de Los Angeles em 1992, uma ação federal que teve grande custo humano, e levanta alertas entre líderes estaduais sobre riscos de escalada e instabilidade.
Reações locais e sondagem sobre uso da força
Líderes locais como o prefeito Jacob Frey e o governador Tim Walz criticam a atuação do ICE e chamam a presença federal de fonte de caos. Desde a morte de Good, operações com cerca de 2.000 agentes intensificaram o conflito.
Uma pesquisa Reuters/Ipsos citada pelas autoridades indica divisão partidária sobre o uso da força por agentes: entre republicanos, 59% priorizam prisões mesmo com risco de ferimentos; entre democratas, 96% preferem reduzir danos, segundo o levantamento.


