Em meio à crise hídrica que atinge todo o país, DF não passará por racionamento da água, diz presidente da Caesb

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Reservatório Corumbá IV deve entrar em funcionamento em dezembro deste ano

A companhia diz ter investido R$ 60 mi para evitar desperdício de água e afirma que o reservatório Corumbá IV deve iniciar operação em dezembro

Por Cláudio Ulhoa

Em entrevista ao órgão de comunicação social do Governo do Distrito Federal (GDF), a Agência Brasília, o presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Pedro Cardoso, descartou a possibilidade de a capital federal enfrentar racionamento de águas, seja agora ou nos próximos anos. Segundo Cardoso, mesmo com a crise que hídrica que atinge todo o país, em razão da falta de chuva, o DF não sofrerá com abastecimento de água, como ocorreu em 2017.

Os motivos que dão sustentação à fala do presidente, segundo ele próprio, é, primeiro, o fato de que, só neste ano, foram investidos cerca de R$ 84 milhões em obras de melhorias e modernização dos sistemas de abastecimento de água e tratamento de esgoto. Segundo, é a construção do reservatório de água Corumbá IV, que deve começar a funcionar até dezembro deste ano.

Para Pedro Cardoso, esses são os principais fatores que garantem o abastecimento no DF mesmo diante da atual crise. Mas não é só isso. Segundo ele, paralelo também foi feito um trabalho de conscientização da população em relação ao desperdício de água e também de implantação de infraestrutura. “Uma das metas da Caesb é a redução de perdas, e por isso estamos implementando obras de setorização em cidades como Sobradinho, Sobradinho II, Planaltina, Ceilândia, inclusive com trocas de ramais”, diz o presidente.

Para realização de obras, o GDF, de acordo com Cardoso, colocou R$ 84 milhões para melhorias e modernização dos sistemas de abastecimento de água e tratamento de esgoto.

Para isso, a companhia trabalha com setorização, que é a criação de pequenas regiões, com uma entrada e uma saída, para medir vazão e pressão e assim, na própria operação, não tenha perdas. “É a otimização e aplicação de conceitos hidráulicos para que tenhamos uma entrega de água na pressão adequada, estabelecida nas normas técnicas”, ressalta Cardoso.

Com essa técnica, evitam-se os rompimentos de redes por sobrecarga de pressão. Já investimos em torno de R$ 60 milhões nas obras de setorização.

“Pretendemos entregar setorização em todas as cidades que apresentarem os maiores índices de perdas. Também vamos fazer obras em algumas áreas de Taguatinga e do Guará. A setorização é muito importante, pois, além de garantir a entrega adequada, ajuda a monitorar o uso irregular e o rompimento de redes”, garante Cardoso.

O presidente enfatizou ainda o fato de a companhia ter alcançado a meta estipulada pela lei federal nº14. 026/2020 que determina que 99% da população têm que ser atendida com água potável e 90% com esgoto coletado e tratado.

*Cláudio Ulhoa – Jornalista membro da Associação Brasileira de Portais de Notícias – ABBP

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